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	<title>Comentários sobre QUILOMBHOJE</title>
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	<description>Informes, comentários e outras coisas</description>
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		<title>Comentário sobre Sobre por irene izilda</title>
		<link>http://www.quilombhoje2.com.br/blog/?page_id=2&#038;cpage=1#comment-19</link>
		<dc:creator>irene izilda</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 May 2010 11:08:47 +0000</pubDate>
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		<description>Parabéns pelo site, pelas informações, nosso povo precisa disto, para ter visibilidade
abraços
Irene</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo site, pelas informações, nosso povo precisa disto, para ter visibilidade<br />
abraços<br />
Irene</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Sobre por Vicente Rodrigues da Silva Filho</title>
		<link>http://www.quilombhoje2.com.br/blog/?page_id=2&#038;cpage=1#comment-11</link>
		<dc:creator>Vicente Rodrigues da Silva Filho</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 01:13:21 +0000</pubDate>
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		<description>CARTA DE ALFORRIA 
      
      Ela vai passos ligeiros, rumo à casa da “sinhá”,
      trabalhar o dia inteiro.
      Vai a pé se tem dinheiro, se não tem vai caminhando,
      com um velho lenço de cetim, pra prender o pixaim
      e,  pra cobrir o negro corpo, um “conjunto” de nanquim.
      A cruz de todo santo dia, carregando e matutando:

      “-Antes da alforria”,- contou-lhe a finada madrinha:
      “-a gente não carecia de muito chão caminhar,     
      senzala era agarradinha, com casa grande do
      Sinhô!                   
      -Senzala é barraco agora, 
      com luz elétrica, cerca de tábua, uma torneira,
      trempe do lado de fora,
      fogão sem gás, televisor,
      cama beliche, mesa manqueba, geladeira. 
       
      No barraco a gente mora e namora, quando pode,
      com cisma de filho tá vendo,porque ele já tá cresceno,
      tá té de pêra e bigode e indo dançá pagode!
      já tem mulher de chamego, mas carece rumá emprêgo.

      Barraco é bem retirado,
      de noite escuro, que nem brêu,
      na grimpa de uma ladeira,
      num cantinho descambado,
      onde as bota o “Judas perdeu!”
      Tudo gente sem eira nem beira,  
      tudo pobre qui nem eu,
      tudo querendo enricá,
      tudo querendo mudá,
      pra morá em casa chique, com piscina no quintá,
      com varanda, com sofá e rede pra balangá,
      mais casa chique é lugá, pra gente branca morá!”

      Vai sem medo de chibata se, Deus guarde, atrasar.
      Chibata virou falta de dinheiro, muita conta pra pagar,
      doença  sem  remédio pra curar,
      muito querer, sem ter com que comprar,
      filhos largados ao “Deus dará”, marido pinguço pra tolerar,
      muita sujeira pra desanojar e desassossego de não descansar.

      Ainda bem, estamos todos “libertados”!
      Pobres ex-cativos, alforriados
      e não existe mais escravidão,
      “Sinhá” virou patroa, “Sinhô” virou patrão!
      Mucama  ficou  “doméstica” empregada,
      o tempo inteiro, por um quase nada,
      com direito a violência, desemprego,
      discriminação, exploração, arrenêgo,
      geladeira vazia e a velha televisão:
      pra ver massacre de pessoas inocentes,
      palhaçadas de apresentadores salientes,
      políticos demagogos, corruptos, inconseqüentes,
      novelas enfadonhas, imbecis ou indecentes,
      programas infantis nada inocentes
      e até uma “sessão de descarrego”:

      “-Olha dona Cida, deixa eu te falar:
      sei que amanhã é Domingo, dia de descansar
      e eu fico até com vergonha, de te atrapalhar,
      mas te dou oito reais, se  vier me ajudar!”
    
      &quot;-Tudo bem,eu venho patroa,
      a sinhora não precisa se avexá,     
      amanhã eu tô atoa
      e,depois d&#039;eu vim da missa,
      vô ficá só na priguiça,
      tô sem rôpa pra lavá,
      o Zé impreitô roçá pasto,
      levô o minino no arrasto
      e  num tem dia pra vortá!
      Eu vou inté achá bão,
      ganhá mais um dinheirinho 
      que evém em boa hora.
      Esse dinheiro eu gasto,
      ajudano minha nora,
      que qué comprá sapatinho,
      pra netinha tirá pé do chão.
      Deus que abençoi a sinhora,
      Deus que abençoi o patrão!”</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>CARTA DE ALFORRIA </p>
<p>      Ela vai passos ligeiros, rumo à casa da “sinhá”,<br />
      trabalhar o dia inteiro.<br />
      Vai a pé se tem dinheiro, se não tem vai caminhando,<br />
      com um velho lenço de cetim, pra prender o pixaim<br />
      e,  pra cobrir o negro corpo, um “conjunto” de nanquim.<br />
      A cruz de todo santo dia, carregando e matutando:</p>
<p>      “-Antes da alforria”,- contou-lhe a finada madrinha:<br />
      “-a gente não carecia de muito chão caminhar,<br />
      senzala era agarradinha, com casa grande do<br />
      Sinhô!<br />
      -Senzala é barraco agora,<br />
      com luz elétrica, cerca de tábua, uma torneira,<br />
      trempe do lado de fora,<br />
      fogão sem gás, televisor,<br />
      cama beliche, mesa manqueba, geladeira. </p>
<p>      No barraco a gente mora e namora, quando pode,<br />
      com cisma de filho tá vendo,porque ele já tá cresceno,<br />
      tá té de pêra e bigode e indo dançá pagode!<br />
      já tem mulher de chamego, mas carece rumá emprêgo.</p>
<p>      Barraco é bem retirado,<br />
      de noite escuro, que nem brêu,<br />
      na grimpa de uma ladeira,<br />
      num cantinho descambado,<br />
      onde as bota o “Judas perdeu!”<br />
      Tudo gente sem eira nem beira,<br />
      tudo pobre qui nem eu,<br />
      tudo querendo enricá,<br />
      tudo querendo mudá,<br />
      pra morá em casa chique, com piscina no quintá,<br />
      com varanda, com sofá e rede pra balangá,<br />
      mais casa chique é lugá, pra gente branca morá!”</p>
<p>      Vai sem medo de chibata se, Deus guarde, atrasar.<br />
      Chibata virou falta de dinheiro, muita conta pra pagar,<br />
      doença  sem  remédio pra curar,<br />
      muito querer, sem ter com que comprar,<br />
      filhos largados ao “Deus dará”, marido pinguço pra tolerar,<br />
      muita sujeira pra desanojar e desassossego de não descansar.</p>
<p>      Ainda bem, estamos todos “libertados”!<br />
      Pobres ex-cativos, alforriados<br />
      e não existe mais escravidão,<br />
      “Sinhá” virou patroa, “Sinhô” virou patrão!<br />
      Mucama  ficou  “doméstica” empregada,<br />
      o tempo inteiro, por um quase nada,<br />
      com direito a violência, desemprego,<br />
      discriminação, exploração, arrenêgo,<br />
      geladeira vazia e a velha televisão:<br />
      pra ver massacre de pessoas inocentes,<br />
      palhaçadas de apresentadores salientes,<br />
      políticos demagogos, corruptos, inconseqüentes,<br />
      novelas enfadonhas, imbecis ou indecentes,<br />
      programas infantis nada inocentes<br />
      e até uma “sessão de descarrego”:</p>
<p>      “-Olha dona Cida, deixa eu te falar:<br />
      sei que amanhã é Domingo, dia de descansar<br />
      e eu fico até com vergonha, de te atrapalhar,<br />
      mas te dou oito reais, se  vier me ajudar!”</p>
<p>      &#8220;-Tudo bem,eu venho patroa,<br />
      a sinhora não precisa se avexá,<br />
      amanhã eu tô atoa<br />
      e,depois d&#8217;eu vim da missa,<br />
      vô ficá só na priguiça,<br />
      tô sem rôpa pra lavá,<br />
      o Zé impreitô roçá pasto,<br />
      levô o minino no arrasto<br />
      e  num tem dia pra vortá!<br />
      Eu vou inté achá bão,<br />
      ganhá mais um dinheirinho<br />
      que evém em boa hora.<br />
      Esse dinheiro eu gasto,<br />
      ajudano minha nora,<br />
      que qué comprá sapatinho,<br />
      pra netinha tirá pé do chão.<br />
      Deus que abençoi a sinhora,<br />
      Deus que abençoi o patrão!”</p>
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		<title>Comentário sobre Sobre por Sergio Ballouk</title>
		<link>http://www.quilombhoje2.com.br/blog/?page_id=2&#038;cpage=1#comment-6</link>
		<dc:creator>Sergio Ballouk</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 19:40:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.quilombhoje2.com.br/blog/?page_id=2#comment-6</guid>
		<description>Ficou muito legal este espaço, meio blog, meio site, modernizou o site. Merece um espaço especial na frente do site. Tem como colocar comentários indivíduais logo abaixo dos textos? Gostei dos textos, dos informes, links, das caricaturas(Marcio e Esmeralda dread).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ficou muito legal este espaço, meio blog, meio site, modernizou o site. Merece um espaço especial na frente do site. Tem como colocar comentários indivíduais logo abaixo dos textos? Gostei dos textos, dos informes, links, das caricaturas(Marcio e Esmeralda dread).</p>
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